sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um Novo Modelo de Circuito Brasileiro

Tudo leva a crer que teremos as finais do brasileiro separando competição feminina do masculino. Pessoas que me conhecem sabem que não comungo dessa ideia. Entretanto, não restam alternativas para a realização de nosso evento maior. Falta de verba, promessas não cumpridas por possíveis realizadores, entre outros problemas, estrangularam a direção da modalidade, clubes e todos os envolvidos com o desporto.

Num momento como esse, precisamos refletir sobre o futuro da competição e procurar meios que possam fazer frente aos desafios de sediar uma competição final com 20 equipes, árbitros, e staff da CBHb. Passagens aéreas, hotel, alimentação, premiação, pagamento de árbitros e transporte interno, são despesas excessivas para uma modalidade sem a visibilidade na mídia e recursos provenientes de patrocinadores.

Existem caminhos sendo tentados por nossa direção, no sentido de um circuito brasileiro com recursos necessários. Porém, precisamos trabalhar com a possibilidade do pior cenário. Nesse caso, entendo que já passou da hora de mudarmos o modelo de nossa competição. Para tanto, proponho modelo onde a classificação de equipes seguiria uma orientação regional, com mais etapas e classificação por pontos. As finais seriam com no máximo seis equipes por naipe, sendo 4 da região onde é realizado o evento e 2 da região mais distante. O local das finais seria em sistema de rodízio, de ano em ano, como forma de contemplar a todos de igual maneira.

Estou em fase final de detalhamento da proposta. Espero receber ideias que contribuam para a sua melhoria. Ao final entregarei para o diretor da modalidade, Stanley Mackenzie, para que possamos discutir a viabilidade de mudança. Uma coisa é importante que fique clara: se resolvermos a questão do recurso financeiro, com ajustes na competição e no regulamento, eu ficaria com o modelo atual.

Forte abraço e aguardo comentários.

16 comentários:

Alexandre Almeida disse...

Com a falta de verba e outros problemas a gente até esta acostumado e pode, de alguma forma, resolver com muito sacrifício. Quanto as "promessas não cumpridas por possíveis realizadores"´, infelizmente ficamos dependendo da boa vontade e dos interesses individuais. Haja habilidade e competência pra Direção da modalidade lidar com isso...
Também concordo que o modelo atual seja adequado, mas com alguns ajustes que poderiam serem pensados. Duas vagas nas finais deveriam ser pre-definidas. A do campeão da temporada passada e de uma equipe da cidade sede.
O modelo novo poderia ser simplesmente a uma adaptação do atual, mas com apenas 1 classificado por etapa. Caso exista recurso suficiente para uma etapa final com mais equipes, basta fazer a competição com os 2 primeiro de cada etapa. O que deve ser estudado é o que fazer para que haja envolvimento maior da Federações com o Handebol de Areia, pois o que aconteceu com a etapa de Santa Catarina não pode se repetir. Não ter equipes femininas do Estado sede inscritas é, no mínimo, curioso...
Uma solução radical e que obrigaria envolvimento da Federações, seria fazer o Brasileiro com os campeões estaduais. Para não prejudicar os Estados que tem campeonato com mais equipes, a CBHb definiria número de vagas proporcional para evitar que um estado defina um campeão realizando um campeonato com apenas duas equipes.
Sei de todo o esforço da Diretoria para realizar o Circuito Brasileiro e é lamentável que tenhamos que chegar ao ponto de pensar em mudar o modelo de competição para nos adequar a realidade de um país que vai sediar uma olimpíada.
Sempre pensei na possibilidade de um dia termos uma competição nacional juvenil, mas por enquanto temos mais o que fazer...
Grande abraço

Ted Boy disse...

Boa noite a todos

A final com 10 equipes ,pelo menos para mim que jogo , é muito especial ,consegimos jogar mais contra adversários diferentes e trocamos experiêcias que servem para uma melhora do conhecimento da modalidade , acredito que a manutenção da final com 10 equipes é o ideal, se for necessário pelos cutsos separar os naipes que seja, mas não podemos parar no meio do caminho, essa final masculina também tem que acontecer!!!
Outro ponto importante foi a 5ª etapa em Santa Catarina, é importante para a modalidade que todas as regiões participem mas algo deve ser feito para que as equipes locais prestigiem a própria etapa e os classificados venham as finais.
Sei que é díficil a busca de parceiros ,também temos nossas dificuldades ´para realizar as nossas etapas aqui,às vezes achamos que o evento vai ficar maior e infelizmente foi só uma promessa vazia de alguém que poderia apoiar a modalidade, mas temos que ir aumentado o nível da infra estrutura aos poucos e realizar mesmo que não consigamos a estrutura ideal, devemos continuar com o circuito.Mostrando que é um evento confiável e merece ser visto e apoiado. Também precisamos cumprir nosso calendário ele não pode ser mudado de uma hora para outra, as equipes(jogadores e comissão técnica em sua grande maioria tem outras atividades profissionais e não é fácil livrar-se dos compromissos, sem falar dos custos de viajem.

Grande abraço a todos!

Rio Handbeach/CG disse...

Feminino na Paraíba pelo 2º ano consecutivo e separado do masculino é fora da realidade, e ainda faltando 1 mês para a competição e dizer que a competição é em João Pessoa, é brincadeira, a falta de verba para viajar vai ser grande. Lembrando que estão 4 times do Rio classificados e 2 de São Paulo. A Federação Brasileira não pode cometer este erro, pois com certeza não prejudicou somente o meu planejamento, mas de todas as equipes do Rio e SP que terão que pagar passagens aéreas, alimentação, carteirinha e algumas transferências.
Isto é um desrespeito. Passei desde novembro treinando pára agora meu time por falta de verba talvez não poder ir.
Triste comentar.

Guerra-Peixe disse...

O texto versa sobre a possibilidade de um novo modelo de Circuito Brasileiro de Handebol de Areia, evitando que aconteça o que vai acontecer esse ano. Portanto, quem tiver reclamações a fazer deve enviar mensagem para o Prof. Stanley Mackenzie, no site oficial da Confederação Brasileira de Handebol.
Da minha parte, mesmo sem ter diretamente nenhuma responsabilidade com as equipes do Rio de Janeiro, fiz bastante gestão para que as equipes do estado se reunissem e providenciassem a realização da etapa final (junto com a federação local). Infelizmente, por falta de mobilização e rusgas de toda ordem, isso não foi possível. Nunca é demais lembrar que esse processo começou com o Rio de Janeiro não realizando a etapa final que havia proposto realizar. Daí para frente muita promessa não cumprida e deu no que deu.
Em tempo, se as equipes do Rio de Janeiro e São Paulo não se mobilizarem tá arriscado o masculino “viajar” para outro estado distante.

Guerra-Peixe disse...

Alexandre e Ted, velhos parceiros do blog, pessoas que estão verdadeiramente querendo discutir o Handebol de Areia, obrigado pelos comentários. Estou saindo para o carnaval/descanso, na volta comentarei para avançarmos.

Anônimo disse...

Sempre me senti a vontade no blog do professor Guerra por ser um espaço aberto para sugestões e críticas sobre a nossa modalidade.Infelizmente não podemos realizar o mesmo no blog oficial da confederação ( handebol de areia). Por esse motivo muitas pessoas postam aqui. Acho positivo o fato das equipes auxiliarem na organização de eventos nacionais, mas isso sempre foi proposto pelo professor Guerra e não pelo professor Stanley( responsável pela modalidade). E assim como ele os dirigentes do handebol de areia passam por muitas dificuldades. Não é fácil dirigir equipes sem nenhum apoio financeiro. Pagar taxas de carteirinhas, passagens, alimentações, inscrições, transferências de atletas, uniformes no padrão oficial....
Não é justo culpar as equipes(que por sinal fizeram a sua parte, classificando-se para a fase final e pagando todas as taxas cobradas) pelo “fracasso” da competição. Em relação as promessas não cumpridas, sinceramente, não podemos ficar reféns das mesmas. Será que ninguém pensou em fazer algum documento que previsse multa para desistência da sede?
O certo é que a pouco mais de um mês 6 equipes terão que desdobrasse com passagens aéreas,taxas, alimentação e demais gastos de suas atletas. E pelo terceiro ano consecutivo a competição será realizada no nordeste do país.

Bruninho disse...

Entendo que a proposta de um novo modelo do circuito nacional seja uma maneira de suprir a falta de recurso financeiro que atualmente fez surgir essa separação dos naipes. Acho que tal separação, hoje, é necessária para que possamos realizar a competição. Não consegui visualizar um campeonato solidificado com essa nova proposta e sei que tal "novidade" é uma medida de socorro visando evitar as promessas não cumpridas e os altos gastos com a competição. Não podemos culpar a coordenação do circuito pelo que está acontecendo e entendo as críticas emitidas pelo Rio Handbeach/CG, mas tais críticas no momento não são válidas, uma vez que em nenhum momento tínhamos uma data marcada e nem local, outro porém é a questão da repetição da Paraíba como sede. Ora, se o "Estado" (me refiro as pessoas que estão a frente da organização) está dando condições de realizar a competição, porque criticar? porque não se mobilizar para levar a competição para seu Estado? Quantas vezes ouvimos falar que o Rio iria sediar a competição? Em Aracaju, novamente nordeste, alguém tem do que reclamar do que recebemos da CBHB, não foi tudo ótimo e de primeira qualidade? Sem falar que aqui na Paraíba, o feminino também são 4 equipes, que estão se unindo para realizar o evento. Tenho certeza que todos nós que fazemos o handebol de areia sabemos das nossas dificuldades e que a etapa final do circuito era incerta e que deveríamos estar prontos. Concordo que a incerteza de um calendário dificulta o planejamento de todos, mas, daí a reclamar por um estado está sediando novamente a competição, acho um grande erro, deveríamos ficar felizes de ter alguém que quer fazer acontecer a competição. Assim, esperamos que apareça alguma sede também para realizar o campeonato masculino.

Bruno Carlos de Oliveira

Rio Handbeach disse...

Fico chateado pelo fato da competição ser separada! Fico chateado também pelas equipes do Rio e São Paulo que estavam contando com a realização da fase final nessa região.

Entretanto concordo integralmente com o Bruno. Se a Paraíba é o único lugar do Brasil que está conseguindo realizar, por que criticar?

Acho importante valorizarmos o esforço das equipes paraibanas e pegar como exemplo para a realização da masculino. Infelizmente vivemos num esporte que ainda depende desse tipo de ação.


Quanto a esse novo formato, acho complicado. Como o Ted disse, o fato de termos 10 equipes é excelente. Mais jogos, mais interação, realmente vivemos um campeonato nacional. Penso que se não temos uma sede que nos dê a hospedagem, que façamos assim mesmo. Se as equipes tiverem que arcar com seus custos é uma pena, mas não podemos deixar de fazer o campeonato por conta disso.

Um abraço e vamos buscar soluções para o masculino. Antes que seja tarde!

Marcinho


A quem possa interessar, estou contribuindo para o Portal do Handebol (www.portaldohandebol.com) no qual escrevo sobre o Beach Handball.

Guerra-Peixe disse...

Responderei sempre, mesmo àqueles que se posicionam frontalmente contra o meu pensamento, mas tem que haver respeito. Não achei adequado alguém do RioHandbeach/CG escrever da forma que escreveu. Vamos discutir impossibilidades. Vamos sugerir mudanças. Vamos questionar decisões. Mas ficar lançando pedrada não vai adiantar nada. Ficar falando de outras regiões é outra coisa que também devemos evitar. Fica parecendo que alguém é favorecido. Ninguém tenta favorecer nada. O único interesse é realizar. Seria no Rio de Janeiro. Depois São Paulo. Aconteceu uma possibilidade ótima com empresários. Depois Campinas. Tenta-se viabilizar Bertioga e aparece João Pessoa para realizar o feminino. O que a direção da CBHb para o Handebol de Areia deveria fazer? Negar a realização? Ficar esperando cair do céu outra cidade?
Estamos tocando essa modalidade com apoio da CBHb e investimentos pessoais de atletas e dirigentes. Infelizmente, ainda não temos verbas próprias para a modalidade. Pode ser que esse ano tenhamos mudanças. A direção do Handebol de Areia não tem medido esforços para que isso aconteça.
Paralelo a esse esforço é necessário esclarecer que precisamos evoluir em todas as direções. Na minha forma de entender, a organização necessita de recursos mínimos para poder tocar uma competição com independência. Precisamos evoluir em alguns aspectos do regulamento. Da parte dos clubes, necessitamos de equipes com mínima estrutura. Equipes patrocinadas. Grupos que se formam e jogam apenas se a competição for perto de seu estado estão fadados a desaparecer ou virar equipes de etapas estaduais.
Para finalizar, acredito que o que aconteceu nesse circuito não deixou ninguém feliz e nem à vontade. Vamos buscar soluções e diálogo. “Culpados”, nesse momento, não comprarão passagens para a Paraíba. Vamos em frente!

Rio Handbeach/CG disse...

Meu querido Guerra me descupe, quem folou foi o wellington peixe, pode deixar que isto não vai acontecer mais. mais e triste vc pensar que a competição vai ser no sudeste e depois ir para o nordeste. E em um més ter que arrumar no miníno 6 mil reais e complicado. E facil pessoas falarem, mais tirar dinheiro do bolso par ajudar minha equipe ninquem quer dar....
Um abraço e me desculpe...
peixe wellington

Alexandre Almeida disse...

Estamos numa fase que temos que pensar num modelo de competição POSSÍVEL e não no IDEAL. Acredito que esse deve ter sido o pensamento da organização e do Guerra quando procurou abrir a discussão sobre o NOVO modelo.
O IDEAL seria que tivessemos um Circuito nos moldes das competições de volei de praia, que premia as equipes vencerdoras das etapas e o campeão é a equipe que vence mais etapas. Para isso, existe patrocinadores que pagam hotel e elimentação para as etapas e, em alguns casos, tem uma empresa aérea que fornece o transporte. Essa seria uma boa alternativa para nós do Handebol de Areia, mas sabemos que não estamos nem perto disso. Porém, tenho muito claro que os resultados do Brasil e o prestígio que temos internacionalmente, nos faz merecedores do IDEAL.
O Handebol de Areia é o melhor "produto" que a CBHb tem hoje, considerando os resultados alcançados pelas seleções nacionais e o impacto dessas conquistas no ranking do Brasil na IHF. Mesmo assim a mídia, por exemplo, da mais espaço para o handebol de quadra. Talvez por ser modalidade olímpica... O que fazer para "vender" melhor o Handebol de Areia??? Continuar trabalhando duro eu sei que vamos... O que mais podemos fazer??? Sinceramente essa dúvida incomoda muito.
Grande abraço a todos!

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Parabéns por tudo que o senhor fez ate hoje para o esporte que amamos muito,mas venho aqui lembrar que nos ñ somos unidos pelo o esporte(SP,Rio,Nort,Sul,ext...)nos temos que criar uma comissão que discuta o que poderiamos mudar,ñ só no modelo do Circuito e sim o que e como poderiamos mudar a aparecencia da modalidade para as pessoas que ñ a conhecem;como fazer um projeto para tv ou patrocinadores do evento( midia) como o volei de areia ou beach soccer faz hoje,assim podemos cumprir com o campeonato nacional e ñ diminuindo os times deixando alguns atletas que gostam da modalidade de fora,talvez deixariamos alguma revelação de fora do campeonato,vamos pensar em ampliar a modalidade para que todos possam ver como e bonito,ver a belezas de jogadas que temos como aerea,o giro e as defesas do goleiro cara cara com o jogador,ñ seria facil da televisão comprar a ideia,é apenas 30 minutos da grade,seria bom ver uma final do campeonato nacional,vamos pensar assim....

MARLON disse...

Entao professor Guerra sou do Parana e disputei a campeonato de beach do Parana , e gostaria de estar participando do campeonato brasileiro , para que poder ser observado Ja joguei quadra contra varios destes atletas na liga nacional , sou base e tenho 2,03 ,seria interessante vc ir acompanhar o paranaense tbm , pois deve ter alguem pra ajudar a seleçao , obrigado pela atençao Marlon biroto

Mari disse...

Oi Guerra é a Mari adorei o Blog e a idéia da enquete parabéns! só que a enquete pedi para o Pré fazer tá? é que ele entende um pouquinho mais que eu rrssss

Guerra-Peixe disse...

Prezado Marlon,
Todo atleta é interessante para o Handebol de Areia. Entretanto, ele deve disputar o circuito nacional da modalidade. O regulamento tem itens que impedem alguém participar de uma final, sem ter disputado pelo menos uma etapa do circuito. Portanto, nessa final que será disputada em Mongaguá (8 a 11/4) você ainda não poderá atuar. Desejo todos os anos que o Paraná ingresse no circuito nacional. Ano passado, o seu estado ficou de realizar uma etapa, mas declinou de fazer. Vejamos se esse ano as coisas mudam.
Um forte abraço e esperamos a sua chegada!