terça-feira, 26 de maio de 2009

III Etapa Estadual do Rio de Janeiro

Em primeiro lugar gostaria de parabenizar os atletas do Clube de Regatas Vasco da Gama pela vitória na III Etapa do Circuito Carioca de Handebol de Areia. Afinal de contas, utilizaram as armas que foram permitidas como: condução dos árbitros através de seguidas reclamações e marcação muito próxima da que é tolerada na quadra, mas frontalmente contrária aos princípios do Beach Handball. Ressalto que os atletas da prestigiosa equipe utilizaram muito bem o que foi permitido. Não cabendo nenhum senão a vitoriosa campanha.

O Rio de Janeiro, precursor do Handebol de Areia, sempre foi a minha casa e desde que a modalidade chegou ao Brasil tenho me empenhado pessoalmente no seu crescimento e desenvolvimento. Infelizmente, percebo que o desporto no Rio de Janeiro vem sofrendo com inúmeros problemas. Tentarei elencar alguns, para que os interessados possam vir à tona e criticar ou propor algo que seja relevante. Quem sabe não conseguimos uma guinada na forma como está sendo conduzido o Handebol de Areia e suas competições estaduais?

Não me aterei aos problemas da Federação. Presidência ao longo dos últimos anos. Declínio vertiginoso do Handebol. Condução da modalidade pela ótica da arbitragem. Afinal de contas a federação de um Estado tem cara dos seus clubes. Penso que devemos tentar focar o problema somente na areia. Apontar problemas e indicar soluções prováveis e possíveis.

Problemas:
1. Quem conduz o Handebol de Areia na Federação do Rio de Janeiro? Onde está esse (a) cidadão (ã) que não vemos? Não temos o prazer de conhecer. Vai à arena durante as etapas? Nas três últimas etapas em que estive presente (duas da “A” e uma da “B”), árbitros tomavam conta da competição, apitavam, organizavam tabela, montavam e desmontavam a arena. Será esse o caminho? Onde fica o relacionamento com as equipes? Quem se relaciona com os clubes? Quem faz o “departamento de relacionamento”. Oriundos de onde são provavelmente dirão que não é preciso. Aí que está o grande problema. Os mandatários acham que não devem nenhuma satisfação a ninguém. Não consigo compreender essa relação. A FHERJ promove uma competição, os clubes pagam pela participação, porém ninguém se relaciona. Não tem ninguém com quem conversar. Não me venha dizer que temos que conversar de organização com árbitros que estão apitando, fazendo mesa ou de delegado. É humanamente impossível essa relação.

2. Quem dirige os árbitros? Quem qualifica? Está presente às competições ou é onipresente? Quem diz para eles como fazer em situações que não são comuns? Nessa III etapa tivemos inúmeras situações dessa natureza. Aqui cabe registrar a humildade de alguns em reconhecer que não sabiam ou estavam em dúvidas. Mas não é possível que isso sempre aconteça. Parece a todos que o Handebol de Areia passou a ser uma pequena fonte de recursos para alguns. Árbitros despreparados fisicamente já são uma constante. Até melhorou, mas ainda encontramos árbitros gordinhos na areia, segundo orientação da IHF essa situação é inadequada. Quando imaginamos que esses árbitros mais velhos gostam de impor um número de jogos, ou seja, apitam muitos jogos, chegamos à conclusão que o problema é grave. Paralelo a esse problema vem o problema técnico. Como a competição é de mês em mês, alguns árbitros chegam totalmente despreparados. Mas a quem recorrer? Quantas vezes um técnico foi chamado para participar de uma reunião de árbitros? Não seria interessante ouvir a posição do técnico? Em reunião de técnicos (a FHERJ já promoveu alguma?), quantas vezes se chamou um árbitro para aclarar às regras? Mostrar como a IHF pede para interpretar uma situação? Não podemos partir do pressuposto que não se chama para evitar acusações mútuas em relação a situações passadas. Se Isso acontece me parece medo de discutir e de crescer. Um exemplo desse desconhecimento: um atleta virou para um árbitro e gritando disse: “você quer o quê, que eu deixe o cara passar?” Na verdade o árbitro havia punido um atleta da sua equipe por marcar como na quadra. Como esse atleta era técnico também percebi que ele não conhecia a regra, ou seja, não havia maldade na forma de marcar.

3. De todos os lados (arbitragem/atletas/dirigentes) são trazidos problemas que ficaram “pendentes” de outras competições e outras modalidades. Alguns atletas são nitidamente agressivos e ameaçadores. Alguns com agressões anteriores influenciam placares e comportamentos de árbitros frouxos e desqualificados. Alguns árbitros se utilizam da prerrogativa de punir e age da mesma forma. No domingo um cidadão que dirigia uma equipe feminina, num jogo masculino ofendeu toda equipe de arbitragem com palavras de baixo calão. Ele estava entre a quadra e o calçadão, próximo ao quiosque. Podemos perceber o prejuízo que uma ação dessas nos causa? Pois bem, no jogo seguinte estava ele lá dirigindo como se nada tivesse acontecido. Em contra partida o atleta Cyrillo, ao defender uma bola com os pés no shoot Out, foi desqualificado e ficou fora um jogo. Reflitamos: Um atleta desqualificado por uma ação não contundente é punido com suspensão de um jogo. O dirigente que ofende a arbitragem está apto ao próximo jogo? E o que falar de atletas que passam o jogo inteiro discutindo com árbitros, são desqualificados com duas exclusões por faltas contundentes durante o jogo, e no outro jogo estão aptos a jogar? O que está acontecendo? A regra é burra? O sistema é frouxo? Não temos meios de coibir os excessos? Os homens são frouxos. Não é possível entender desqualificação direta do shoot out como a mesma desqualificação direta do jogo. Faltas contundentes e outras que não são. Alguma coisa está muita errada!

4. Atletas sem camisa durante o jogo. O que diz a regra? Era para ser punido. A orientação é punição. Nada aconteceu. O pior, sempre quem tira a camisa é um atleta fora de forma com barriguinha proeminente. Além de não poder, fica feio para o espetáculo. Onde estavam os árbitros? Olhando e esperando o “atleta” tirar a camisa para colocar a outra...

5. As etapas promovidas pela FHERJ só decaem em termos de estrutura e organização. Não é possível que não se consiga patrocínio de nada para coisa nenhuma. Não tivemos chuveiro. A rede atrás era baixa. Não tem água. Não tem ninguém promovendo nada. Ninguém filma. Ninguém propõe nada. Ninguém tira dúvida. Não tem premiação por etapa. Ir à competição é apenas encontrar amigos e manter a possibilidade de se aborrecer. Não demora e os atletas voltarão a beber no quiosque.

6. Por todos os cantos se ouve a necessidade de mudanças. Alguns pretendem jogar outros torneios que não sejam promovidos pela FHERJ. Particularmente não gosto desse caminho. Entendo que temos que tentar mudar o sistema. Temos que discutir, propor e trocar ideias.

Propostas
1. Que a FHERJ deixe claro quem comanda o Handebol de Areia na área técnica e na área de arbitragem;

2. Que essas pessoas estejam presentes à competição. Isso é o mínimo de respeito que a instituição deve aos clubes;

3. A pessoa que dirige a modalidade atuará como relações públicas da FHERJ junto aos clubes e todos que prestigiam as etapas;

4. Quem dirigir a arbitragem não apita. Estará ali para solucionar “pepinos” e como manda a instituição maior da modalidade, com poder inclusive de fazer voltar a trás uma decisão desastrosa;

5. Os árbitros sem condições físicas de trabalhar ajudarão na mesa e como delegado. Assim, terão tempo para emagrecer e fazer por onde participar como árbitro;

6. Promoção de encontros entre técnicos e árbitros com a intenção de refletir juntos sobre situações de jogo e competições. Essas reuniões fariam com que algumas pessoas se desarmassem para as próximas competições;

7. Cursos para novos árbitros de Handebol de Areia. Batalhar a criação de árbitros específicos de areia. Chamar ex-atletas e atletas para começar um novo grupo de árbitros. Atletas adultos trabalhariam nas categorias de base. Assim entenderiam melhor as situações por que passam os atuais árbitros;

8. Consulta à IHF sobre a situação do shoot out com a desqualificação direta quando não numa ação contundente do goleiro e outras situações pendentes;

9. Que a FHERJ corra “na frente” de patrocinadores e assim possa melhorar as condições das etapas. Precisamos da divulgação das ações executadas nesse sentido. Assim não pairariam dúvidas em relação ao trabalho da instituição;

10. Divulgação do site da Federação. Melhorar a comunicação com todos os participantes;

11. Oferecer o espaço para filmagens de jogos e fotos do evento, com possibilidade de venda ao final do evento;

12. Criar uma ouvidoria do Handebol de Areia. Uma pessoa que pudesse estabelecer um Relacionamento entre a federação e a comunidade do desporto.

Calendário do Rio Grande do Norte 2009

Através da parceria entre Federação e Clubes o Rio Grande do Norte ficou pronto o calendário estadual para o Handebol de Areia. Nessa competição, para se definir o campeão estadual ficou acertado que após a última etapa a equipe que somar maior número de pontos será a vencedora.

Parabéns a comunidade desportiva do Rio Grande do Norte. Essa demonstração de maturidade deveria servir para muitos Estados onde interesses subalternos não deixam o Handebol de Areia crescer. Infelizmente falta diálogo e, no final, quem sofre são os atletas que poderiam disputar competições e concorrer para salários através do Bolsa atleta.

Nr.

Etapa

Local

Cidade

Inscrição

Data

Copa IUBM

Clube UNISESP

Ceará Mirim

30/04

03/05

Copa Point

Arena MCC

Natal

16/06

21/06

Copa ASA HC

Praia da Redinha

Natal

--------

24/07

Federação

Nova Arena

Parnamirim

05/06

23/08

Federação

Praia de Pirangi

Parnamirim

25/09

04/10

UNISESP Clube

UNISESP

Ceará Mirim

05/11

08/11

Federação

Praia de Pirangi

Parnamirim

23/11

13/12



quinta-feira, 21 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Europeu de Clubes na Internet

Deu no blog do Pousada. Nos dias 30 e 31 de maio, sábado e domingo, se poderá assistir direto a fase final do Europeu de Clubes através do site http://www.meliticup.gr/

Vamos agendar!