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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Handebol e Handebol de Areia

Ano passado li declaração do Presidente da IHF, onde ele falava sobre a necessidade de pensarmos o Handebol de Areia como algo que pode trazer recursos para países e para o Handebol Indoor. Ora, há anos venho batendo na tecla da necessidade que os profissionais envolvidos com o Handebol e Handebol de Areia, no Brasil, têm de entender as modalidades como produtos que precisam ser elaborados. Produtos que precisam de tratamento. Produtos que precisam ser trabalhados, para depois vendidos.

Temos encontrado muitas dificuldades para a implementação do Handebol de Areia em inúmeros estados. Pessoas com poder, mas que ignoram. Outras dão de ombros e alguns fazem de tudo para atrapalhar. Acredito que, como somos oriundos do Handebol, muitos entendem que uma nova modalidade só vem para tirar espaço, dividir recursos e atenção. É compreensível que muitos profissionais do Handebol pensem assim. Afinal de contas, o nosso meio é constituído de muitos profissionais medianos e sem talento, mas que obtêm recursos e outros profissionais bem instrumentalizados, mas sem os recursos necessários, que façam valer seus conhecimentos. Infelizmente, muitos desses passam a rejeitar algo que não conhecem.

Para embolar um pouco mais o ambiente, durante o recente Mundial da Suécia, foi veiculada pela IHF matéria

http://www.ihf.info/MediaCenter/News/NewsDetails/tabid/130/Default.aspx?ID=560

onde encontrávamos comparações entre os resultados das seleções nacionais do Brasil de Handebol de Areia e de Handebol Indoor. Num primeiro olhar, poderíamos interpretar esse fato como algo positivo para o Handebol de Areia do Brasil. Entretanto, entendo que esse tipo de abordagem pode atrapalhar ainda mais a tentativa de bom ambiente existente entre as partes.

Solicito calma aos praticantes. Somos inúmeras vezes campeões de competições internacionais. Sabemos as dificuldades do Handebol Indoor. Mas comparações não são bem vindas. Temos realidades e expectativas completamente diferentes.

Proponho muito trabalho, respeito, estudo, humildade, honestidade e reconhecimento aos que desejam o crescimento do Handebol e Handebol de Areia.

4 comentários:

Alexandre Gomes de Almeida disse...

Boa Tarde Guerra!
Muito bom que tenha levantado essa questão baseada na publicação da IHF comparando o Handebol brasileiro de quadra como de areia.
Os problemas que enfrentamos para consolidar a modalidade são inúmeros, mas jamais deveria ser pela "concorrência" entre as duas maneiras de se jogar handebol. Mas é fato que muitos dirigentes e técnicos boicotam o handebol de areia, mas isso não matou a modalidade. Pelo contrário, muitos profissionais e atletas que não conseguiam realizar um bom trabalho na quadra devido a questões políticas, encontraram espaço para desenvolver todo seu potencial na areia. Os resultados mostram isso...
O ex-técnico da seleção feminina de quadra, Juan Coronado, falava que o Brasil caminhava para estabelecer uma Escola Brasileira de Handebol. Lembra dos Encontros de Professores da CBHb??? Ele tinha razão. Isso se concretizou com o Handebol de Areia.
Enquanto na quadra buscam reproduzir os treinamentos e estilo de jogo da Espanha, França, Suécia, etc..., na Areia temos pessoas trabalhando muito para evoluir ainda mais.
Em resumo, o Handebol de Areia brasileiro estuda mais, se prepara melhor, joga melhor e tem melhores resultados. Portanto, merece mais reconhecimento, mais investimento, mais respeito.
O Handebol de Areia é um excelente produto. Tem que ser vendido como tal!!!
Grande abraço

COPA INDEPENDÊNCIA MUNDIAL DE HANDEBOL DE AREIA disse...

Parabéns pela interpretação do assunto Professor Guerra.
Realmente também acredito que os dois esportes são irmãos e não devem ser comparados, pois as realidades são totalmente diferentes, devemos sim nos unir para que aconteça o crescimento das duas modalidades.

Rui Elias RN

Leonardo Castro disse...

Concordo com a abordagem do Guerra e com os comentários anteriores, mas não posso deixar de mencionar que, na minha opinião, a IHF da mais importância as conquistas brasileiras na Areia do que a própria CBHb. Também acredito que não deva haver nenhum tipo de competição entre as modalidades, mas tenho certeza que devemos continuar a lutar pelo nosso espaço e tentar vender o nosso produto.
Eu não estava na reunião em que o representante da CBHb demonstrou o que a entidade pretende e como ela enxerga o Handebol de Areia. Não quero ser pessimista, mas pelo que ouvi de técnicos e dirigentes que estavam presentes, acredito que no mínimo seja algum tipo brincadeira. Nem o Volei de Praia que é uma modalidade bem mais desenvolvida que a nossa, apresenta estrutura semelhante. Não que esteja menosprezando o Handebol de Areia, mas temos que ser realistas. Acredito que se tivermos a mesma estrutura que temos hoje, mas sem que os atletas e / ou clubes tenham que pagar pela passagem, pela alimentação e por uma estadia decente, já seria uma grande coisa. Dando um passo de cada vez seria muito mais sensato do que querer transformar uma competição meramente amadora, no que diz respeito a estrutura, em um mega evento esportivo.

Grande abraço a todos.

Normando Nunes disse...

Prof Guerra, nos que ainda jogamos a duas modalidades pelo menos no ponto de vista de atleta sabemos que para um reconhecimento mais rapido o caminho é a praia mas todos nós somos cientes que jamais podemos virar as costas ao indoor pois e como voce mesmo comentou o trabalho tem que ser voltado ao melhor para o esporte assim existirar um crescimento.