quarta-feira, 7 de abril de 2010

Proposta para Competição Sub 20 - II

Agradeço a todos que enviaram sugestões.
Gostaria de explicar que não tive a intenção de propor campeonato de seleções. Quando falei sobre “...convite aos estados. Cada federação indicaria o seu representante” pensei em fazer valer o princípio que rege o desporto, ou seja, quem determina nos estados é a federação. Se tem campeonato ou se não tem é outra história. Infelizmente, considerando a categoria adulta, estamos engatinhando na maioria dos estados, imaginem nas categorias de base.
Discutindo clube ou seleção.
Sabemos que existe tendência nacional de se trabalhar clubes, associações ou prefeituras. Vai o representante que ganhou a competição estadual e ponto final. Perdemos de ver alguns jogadores que são de outras equipes (não classificadas), mas para operacionalizar é um pouco mais fácil. O técnico é o vencedor e o custo, do “clube”.
Na seleção, as equipes ficam mais fortes. Existe aquela briga mortal entre técnicos para ver quem vai dirigir a seleção. A federação faz suas escolhas, que podem ser justas ou injustas, porém, sempre incompreendidas. O ônus da viagem recai sobre a federação.
Agora minhas inquietações:
1) Estamos preparados para competições entre seleções, onde a operacionalização terá que vir das federações estaduais? 2) Tirando poucas federações que apóiam e participam efetivamente do desporto, será que as outras participarão das competições? 3) Será que a competição nesse formato não é a força que precisamos para trazer essas federações? 4) Será que mesmo com as dificuldades, não vale à pena tentar uma competição de seleção, já que o nível tende a ficar melhor? 5) Será que na verdade nada disso importa, pois quem banca tudo mesmo são os pais e algumas prefeituras, independente se é clube ou seleção? Confesso que não tenho ideia formada sobre o assunto.
A questão da idade.
Penso que precisamos de sub tudo. Poderia ser 12, 14, 16, 18 ou 20. Mas precisamos ver a realidade. As competições que vemos, na grande maioria, apresentam atletas adultos, juniores e juvenis. Isso se excluirmos Taças e Copas, competições muito comuns no Nordeste. Mas se formos a fundo em quem realiza a base mesmo, vamos encontrar o RN disparado na frente, com grandes competições escolares, Taças e Copas. A Paraíba, que trabalha outras categorias nas Taças e São Paulo que faz etapas juvenis. Rio de Janeiro está na primeira juvenil e alguns estados realizam, mas não mantêm vínculo com a Direção Nacional de Handebol de Areia. Portanto, antes de fazermos a competição nacional, precisamos saber quem irá participar. Esse foi o motivo de ter pensado numa categoria intermediária. Que na areia pode ser bem abrangente e não criar problemas. Podemos ter quórum. Um jovem de 17/18/19 anos já tem certa independência e isso nos facilita.
A competição vinculada aos eventos internacionais.
Hoje, nas categorias de base, não temos nenhuma competição entre países, excetuando o continente europeu. Mas entendo que precisamos estar preparados para não haver surpresas. Isso também me motiva a pensar numa categoria mais próxima do adulto. Podemos montar seleção de novos e ter para onde ir. Mas seleção cadete ou juvenil, hoje, não há expectativa de competição.
Quanto aos cursos técnicos.
Pensei. Escrevi. Propus. Solicitei outras propostas. Discutimos. Entreguei. Agora depende de iniciativa da direção da modalidade. Sei das dificuldades, mas fui até onde pude.

Vamos continuar discutindo e forte abraço!

3 comentários:

Alexandre Gomes de Almeida disse...

Guerra,
Clube ou Seleção estadual? Sendo seleção existe mais chance ter os melhores atletas de cada Estado para serem observados para possível convocação para seleção nacional. O critério de escolha do técnico da seleção estadual fica a cargo da federação e, como sempre, haverá sim a contestação, descontentamento de alguns e etc... Para minimizar possíveis problemas, o técnico indicado pela federação deverá estar certificado pelo Depto. de Handebol de Areia da CBHb, que pode oferecer um curso para essa finalidade. Se a federação tem interesse em participar da competição terá que promover esse curso de certificação, habilitando assim vários profissionais para ocupar a função de técnico de seleção estadual. Quem paga por isso? A federação! A CBHb oferece os profissionais para misnistrar os cursos, mas com os custos por conta da federação interessada. Se a CBHb puder bancar os custos, melhor.
Quanto a sua inquietação "3) Será que a competição nesse formato não é a força que precisamos para trazer essas federações?" Acredito que é uma maneira de fazer um levantamento sobre quais federações querem promover a modalidade. A oportunidade será dada... Depois não venham dizer que existe "panela".
Quanto a idade, a categoria sub-20 seria o mais viável hoje, e a justificativa de aproximação com a categoria adulta é válida, já que a preocupação é ter uma seleção nacional de novos pronta para fazer a "reposição" de atletas da adulta e também levar a equipe para disputar competições que podem vir a acontecer. Estaríamos prontos.
É isso!
Grande abraço,
Alexandre

Rio Handbeach disse...

Concordo com o Alexandre. Penso que seria uma maneira de disseminarmos o Beach em mais estados, também.

A CBHb entraria com o fornecimento dos profissionais. As Federações estaduais fariam o pedido e organizariam o curso. Cada participante pagaria sua inscrição e seu material, como em qualquer curso. Assim o custo final ficaria a cargo dos profissionais que fizessem o curso.

Acredito que um curso desses traria, também, alguns novos profissionais e aproximaria alguns estados, nos quais já há a prática do beach, da CBHb.

A formação de seleções estaduais é um primeiro passo para que os melhores atletas da categoria sejam observados e retornem a seus estados (e seus clubes) com experiência e conhecimento adquiridos. Assim, serão transmissores naturais do que viram e do que aprenderam.

Vamos seguindo o debate!

Grande abraço.
Marcio Magliano

Camila disse...

Não sei exatamente como se dá a questão de custos para se montar uma seleção estadual e, portanto, não posso opinar nesse sentido. Mas quanto a um curso de formação dos técnicos habilitados acredito que a ideia de que cada tecnico pague pelo curso é coerente, como disse o Marcio, com todos cursos que costumam acontecer. Concordo que a necessidade maior de depender da mobilização das federações para organizar seleções estaduais pode gerar um entrave complicado, visto que não são todas que possuem o mesmo interesse, ímpeto, mobilização, seja lá o que for. Ao mesmo tempo, me parece interessante mesmo a formação de uma seleção por questões práticas de observação, como levantaram o Alexandre e o Marcio e por não deixar de fora da competição bons atletas por conta de não estarem em clube A ou B. No entanto, também acredito que competições nacionais de categorias jovens entre CLUBES são extremamente interessantes, até por uma questão de fomentar a melhora da equipe como um todo, seu conjunto, e não somente de 1 ou 2 atletas.
Sobre a idade da categoria, gosto da ideia do sub 20, não só pela questão de ser mais "próximo" da seleção adulta, mas por acreditar que quando o enfoque são categorias sub-18 ou menores, o vácuo "pós 18" é grande. Esses atletas sub-20 podem ficar fora do sub-18 e também muito distantes do desempenho de um atleta mais maduro de 25 anos. Concordo com o Guerra que diz q o ideal é termos sub 20, 18, 16, 14... Mas se for pra escolher uma, gosto da ideia do sub 20, apesar de achar que o sub 18 eh viável sim e interessante para captar os atletas vindo do handebol escolar que são um contigente enorme e que normalmente não migra necessariamente para o handebol de quadra adulto de clubes.

Abraço