sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrevista com Fernando Posada - IHF

Entrevista com o ex-técnico da Seleção Espanhola de Beach Handball, Professor Fernando Posada, atual membro da IHF (working Group) na organização da modalidade em âmbito mundial.

12 Perguntas ao Professor Fernando Posada

1- Professor Fernando fale-nos sobre sua formação e como se deu a sua entrada no Beach Handball?
R- El Beach Handball entró en España por Cadiz donde yo jugaba al Balonmano de pista. Aqui empezamos a jugar y nuestro equipo se proclamo campeón de España los cinco primeros años. Yo era entrenador de Balonmano y asi fue como me ofrecieron la posibilidad de entrenar el equipo nacional de España.

2- Salvo melhor juízo, a Espanha está na 12ª edição de seu campeonato nacional. Ao mesmo tempo a reunião de atletas para uma seleção é extremamente difícil. Fale-nos sobre o campeonato nacional e as dificuldades para se reunir e treinar os melhores atletas.
R- El nivel técnico de los jugadores de Balonmano Playa en España es bajo por lo que yo apostaba por adaptar algunos profesionales de la pista a la playa. Esto es un problema a lo que unimos que normalmente el equipo nacional solo puede preparar los campeonatos durante siete días. De esta forma es muy difícil mantenerse en la elite.

3- Após anos na Seleção Espanhola de Beach Handball como técnico de comprovado sucesso, o senhor fez a opção de sair. Quais foram os reais motivos para essa decisão?
R- Estuve nueve años en la seleccion (2000-2008) y consideraba que era el momento de renovar el equipo y decidi empezar por mi. Estaba um poco cansado de luchar contra los problemas anteriormente dichos

4- Hoje o senhor faz parte da International Handball Federation – IHF num grupo (working group) que tem a obrigação de organizar o Beach Handball no âmbito mundial. Diga-nos como se dá esse trabalho e quais são suas funções.
R- Es uma experiência apasionante. Nosotros realizamos dos o três reuniones al año donde decidimos el rumbo que tomar. Dentro del working group Alex Gehrer y yo somos los entrenadores y llevamos el peso de la cuestión técnica. Lamentablemente a veces estamos em minoria (2 contra 3) y no podemos hacer todo lo que deariamos.

5- No próximo mês teremos mais uma reunião do Working Groupp do Beach Handball - IHF. Quais os objetivos dessa reunião e quais os próximos passos desse grupo?
R- Se hará um resumen del ultimo campeonato del mundo y se empezará a trabajar em el de Italia 2012 y em los World Games Colombia 2013. Se tratará también sobre la realizacion de um dvd promociomal del Beach Handball. Se hará um seguimento del plan de trabajo 2009-2012 donde lo próximo es el curso de Octubre em Thailandia (entrenadores y árbitros) y el de Enero 2011 em Oceania.

6- Pela experiência adquirida em todos esses anos, para o senhor quais os maiores problemas e desafios que o Beach Handball deverá enfrentar daqui para frente?
R- Para mi hay dos problemas muy importantes. El primero es definir com las distintas federaciones (IHF, continentales, nacionales, etc.) donde quieren ellos que llegue el Balonmano Playa (competición o diversión). Nosotros lo tenemos claro (competición). Y el segundo afecta a las reglas del juego. La opinión de la mayoria es que nuestro deporte era más espectacular antes de la llegada de la pirueta. ¿Que debemos hacer para volver a esa espectacularidad?

7- O senhor participou de todos os mundiais até aqui, dois como técnico e dois como dirigente da IHF. Quanto à evolução, qual a sua percepção em termos de avanço técnico das equipes, a tática do jogo, a organização da competição, imprensa e outra área que queira mencionar?
R- A nível organizativo este año se há dado um gran paso atrás (después del êxito de Rio de Janeiro y Cadiz) pero confiamos que em Italia se volverá a dar um passo adelante. Respecto a los equipos y a la táctica creo que hay mucho por hacer (especialmente em categoria feminina) y que los equipos tienen muchas possibilidades de mejora. Em Europa hay uma cosa a favor y outra em contra. Los equipos dispután um gran campeonato de Europa cada año pero em contra las Federaciones Nacionales dan muy pocos dias de preparación a los equipos nacionales. Em el apartado de los médios de comunicación también queda mucho por mejorar para vender mejor nuestro deporte.

8- Professor percebo que alguns países têm se apresentado em competições mundiais com pouco tempo de treinamento. A que o senhor credita essa distorção: desleixo para com a modalidade ou falta de apoio dos órgãos responsáveis pelo desporto dentro dos países?
R- Em Europa la mayoria de Federaciones aun vem el Beach Handball como algo lúdico (no competitivo) y esto hace que no den los médios suficientes a los equipos nacionales. En España por ejemplo los equipos nacionales juveniles entrenan 60 dias al año, 70 los juniors y mas o menos los absolutos mientras para la playa solo quedan 7 dias. Es muy difícil cambiar la mentalidade de los directivos.

9- Em qualquer evento desportivo um segmento muito combatido é o da arbitragem. Temos muito exagero por parte das equipes, mas percebemos alguns erros grosseiros daqueles que devem conduzir uma partida de mundial. Quais as medidas que estão sendo adotadas para minimizar essas falhas?
R- Yo soy muy critico com nuestro grupo em esse aspecto. Bajo mi punto de vista al Campeonato del Mundo van los mejores equipos pero no van los mejores árbitros. Eso debe ser inaceptable. Bajo mi punto de vista deberiamos crear uma elite de 8 o 10 parejas y que ellos sean los que dirijan los campeonatos. El problema es que em el mundo del arbitraje hay mucha politica que no deberia existir.

10- Em seu país existem profissionais de Handebol que se mantêm resistente ao crescimento da modalidade na areia?
R- Muchos. La mayoria de entrenadores de la primera división masculina y feminina vem el Beach como um enemigo. De la misma forma muchos dirigentes son contrários a nuestro deporte. Mi misión em la Federacion Española es intentar acabar com esto pero actualmente pierdo la batalla por el poco apoyo recebido.


11- O senhor crê na iniciação de jovens no Beach Handball, antes de passar pelo Handebol? Conhece alguma experiência nesse sentido?
R- Yo pienso que el futuro de nuestro deporte passa por empezar com jugadores desde los 13 o 14 años. Em España se esta empezando a trabajar em este sentido y creo que em el futuro habrá mas practicantes.

12- Gostaria que o senhor fizesse algumas recomendações aos jovens que estão querendo começar na modalidade.
R- Lo principal sería decirles que prueben este deporte ya que estoy convencido que es mas divertido y espectacular que el Balonmano de pista. Todo el que lo prueba repite.

9 comentários:

Alexandre Gomes de Almeida disse...

Muito esclarecedora a entrevista.
Me chamou a atenção a afirmação de que na opinião da maioria o beach handball era mais espetacular antes do arremesso com giro. Não concordo com isso, pois o Giro aumenta as possibilidades táticas e a exigência técnica para o jogador que arremessa e para o que defende. O bloqueio defensivo inclinado, por exemplo, é uma alternativa contra um arremesso com giro na ponta. Sem falar que para o público é interessante assistir um atleta que executa bem esse fundamento.
Grande abraço

Guerra-Peixe disse...

Isso aí Alexandre!
Discordo veementemente de quem pensa em retirar o giro. Se eles não treinam como falam, como podem avaliar? Outra coisa, com o giro aumentou a possibilidade de quem está com a bola e não é curinga. Como você se referiu aumentaram as possibilidades táticas do jogo. Ora, se o cara com a bola na mão não tem o giro para fazer, marcamos os outros e o deixamos livre. Opções: passar ou gol de um. Antes do giro o jogo estava ficando extremamente sem graça.
Essa ideia de retirar o giro só vem reforçar os brutamontes, que mesmo sem treinamento vão ficar arremessando de qualquer maneira. Vai aumentar o contato e privilegiar o mais alto e mais forte. Acaba com o espírito democrático da modalidade, que aceita o jogador baixo, leve e até mesmo sem grande talento, mas que entende o jogo e treina para se superar.
Preocupa-me muito o Fernando falar que esse pensamento é da maioria. Espero que não mexam na modalidade e, pelo contrário, reforcem a necessidade de treinamento para todos. Aí poderemos avaliar se é válido ou não.
Estarei escrevendo para o Fernando hoje, já que eles estão reunidos na Suiça e discutindo a modalidade.
Vamos discutindo daqui!

Anônimo disse...

Oi Guerra,
Lembro-me muito bem da época em quem ganhava um jogo de beach era a equipe mais eficiente no gol de um. Realmente era muito chato de ver e até mesmo jogar. Assim como vc, sou contra acabar com o gol de giro. O que o Brasil pode fazer para manter o giro? Que tipo de participação e influência nossos gestores do esporte tem nessa tomada de decisão?
Abc,
Felipe
Rio Handbeach

HTR - Handebol Três Rios disse...

Realmente o giro é a cereja do bolo do beach.
O jogo fica mais interessante aos leigos e creio eu que muita gente se interessou em ver e até mesmo jogar vendo esses giros.
Aéreas vemos na quadra, mas o giro não, a execução depende de uma exigência técnica enorme do jogador, como citou o alexandre.

Grande abraço.

Bruninho - HTR

COPA INDEPENDÊNCIA MUNDIAL DE HANDEBOL DE AREIA disse...

AQUI NO RN, INFELIZMENTE, A IDÉIA QUE O GIRO DEIXOU O ESPORTE MAIS CHATO É DE MUITOS TÉCNICOS E ATLETAS, TANTO QUE O GIRO PASSOU A VALER NOS JOGOS ESCOLARES SÓ POR VOLTA DO ANO DE 2008.
EU ACREDITO QUE UMA IDÉIA É QUE VOLTEMOS A TER O GOL DE 3 PONTOS ( AÉREA DO ESPECIALISTA) OU QUE NO 1 VS O GOLEIRO O GOL EM PONTE AÉREA TENHA O VALOR DE 3 PONTOS TAMBÉM.
RETROCEDER NA REGRA DO GIRO SÓ FAVORECERIA OS EUROPEUS E QUEM NÃO QUER OU NÃO PODE TRABALHAR.

Luiz Carlos disse...

Falando um pouco da parte técnica do Handebol de Areia...acredito que os europeus já trabalham uma maneira de quebrar a hegemonia do Handebol de Areia Brasileiro(primeiro do ranking mundial/dois naipes), isso deve incomodá-los muito!!. Com relação à execução de gestos técnicos, o giro, a aérea, e outros, tornam o jogo espetacular e particular desse esporte. Tirá-los ao meu ver, só beneficiaria alguém, quem? estou preocupado agora, pois, a plástica do Handebol de Areia parece estar ameaçada por quem realmente decide pelos rumo que deve tomar nossa modalidade. Podemos estar fazendo(os iniciantes) um trabalho de melhoria da capacidade técnica e por que não dizer tática todo em vão atualmente. Espero que isso não fique só no campo da polêmica e que alguma decisão seja tomada agora, sem rodeios. De preferência que tudo fique como está, e que se escute(pesquise) quem trabalha no dia-a-dia com a modalidade, jogadores, técnicos, dirigentes, etc... grande abraço, Luiz Carlos.

Ted Boy disse...

Boa tarde
Não tinha tido tempo de ler a entrevista nem os comentários.
Com relação a entrevista o que chamou a atenção foi o comentário esdruxulo de retirar o giro, se não treinar fica difícil mesmo, ele esta se contradizendo quando diz que o esporte não é visto como competição e sim como um jogo lúdico, ué o cara quer tirar o lance mais técnico e difícil do esporte porque os caras não tem tempo de treinar,vai toma banho na soda!Vão continuar vivendo na sombra dos atletas de quadra. Realmente seria um grande retrocesso, toda a evolução tática até agora seria jogada no lixo. Não falo isso porque nossa seleção tem várias formas de jogar devido as atuais regras, mas quem assiste um jogo de 2006 e um de 2009 ve como o jogo já é outro, um jogo extremamente técnico inclusive e principalmente dos adversários, que jogavam muito baseados na força.
De qualquer forma acredito que o Brasil como atual líder do ranking masculino e feminino deveria ser ouvido a respeito.

Um abraço a todos!

Ted Boy disse...

Li hoje 11/11/2010 no blog do Fernando Posada que em nenhum nas conversas do grupo de estudo pensou-se em retirar o giro, apenas disse que alguns tem suas preferências mas que não pode se esquecer do público, pareceu sincero e espero que seja.
De qualquer forma uma boa informação em um dia de festa no Handebol de areia: FELIZ ANIVERSÁRIO Professor Guerra!!!

Guerra-Peixe disse...

Valeu Ted!
A resposta a pergunta 6 (desafios e problemas do Beach Handball...) diz que para ele (Posada) tem dois problemas muito importantes: "(...) e o segundo é o que afeta a regra do jogo. A opinião da maioria é que o jogo era mais espetacular antes da chegada da pirueta. O que devemos fazer para voltar essa espetacularidade?"
Cada um entenda do jeito que quiser...
Forte abraço!