terça-feira, 18 de março de 2008

Diário do Nordeste

Matéria publicada em Jornal do Ceará. O texto foi assinado pelo Professor Alex Dourado, Diretor de Arbitragem de Handebol de Areia da CBHb.

Destaques do NETécnico de handebolPivô Emanuelle (27) sempre foi sinônimo de dedicação e superação. Perseguiu o sonho de se tornar uma grande atletas desde os 11 anos de idade. Em 1998, resolveu se transferir para a equipe de Handebol do CEFET-CE, que posteriormente passou a ser Fortaleza/CEFET-CE, quando iniciou nova fase na carreira. Foi durante 10 anos o maior destaque no Nordeste na posição. Em 2002 conquistou a medalha de ouro no Brasileiro de Clubes, na cidade de Aracajú-SE, sendo escolhida a melhor atleta da competição. Em 2003 foi convocada para a Seleção Brasileira Olímpica indoor, mas foi cortada antes do embarque para Atenas.No handebol de areia Emanuelle começou em 1999, quando se sagrou campeã brasileira do I Campeonato Brasileiro de Clubes, realizado em Fortaleza. Em 2004, foi medalha de Prata no Brasileiro de Seleções, também realizado em Fortaleza, quando foi convocada, pela 1ª vez, juntamente com a atleta Darlene, para a seleção brasileira, que participaria do I Mundial de Beach handebol, em El Gouna - Egito. O 6º lugar deixou claro que o Brasil poderia evoluir muito nesta modalidade. As previsões de confirmaram quando, em 2005, o Brasil de Emanuelle e Darlene, conquistou o Ouro nas disputas do World Games da Alemanha. Em 2006, em Copacabana-RJ, a FIH realizou o segundo Campeonato Mundial de Beach Handball. Lá, estavam novamente as atletas cearenses Emanuelle e Darlene, como grandes destaques: Brasil que sagrou-se campeão Mundial da modalidade.
CURRÍCULO RECHEADO - Darlene Silva Soaresé bicampeã mundialAlém dos recentes títulos do Pan-Americano e Ibero-Americano, a armadora Darlene Silva Soares contabiliza no currículo outros significativos troféus. Ela também é bicampeã mundiais de handebol de praia após as vitórias alcançadas com a Seleção Brasileira no World Games (Jogos Mundiais), competição disputada na cidade de Duisburg, Alemanha, em julho de 2005, e Mundial do Rio, na Praia de Copacabana, em novembro 2006.Darlene , que atua na posição de armadora, começou no handebol de quadra aos 14 anos de idade, jogando pelo time do Colégio Marista. Depois passou pelas equipes do Clube dos Diários, Fortaleza/Cefet, Aracati, Handebol Clube e COPM, ambos da Paraíba, Osasco/SP e Ulbra/RS. Ela foi companheira da pivô Emanuel Moreira Lima nos times do Fortaleza/Cefet, do Handebol Clube e COPM, ambos da Paraíba. Nesta temporada, Darlene vai defender a equipe do Aracati.A importante participação de Darlene e Emanuelle na Seleção Brasileira de Handebol de Areia ensejou a convocação de outros cearenses, mas, para a seleção masculina, casos de Antônio Djandro e Jefté Leite, que também participaram da campanha vitoriosa do Brasil no Pan-Americano do Uruguai. Djandro e Jefté, anteriormente, tiveram rápidas passagens nas seleções brasileiras juvenis de handebol indoor, mas sem maiores repercussões. Contudo, foram convocados e asseguraram as vagas para o Mundial do Rio, em 2006, e de maneira surpreendente foram campeões mundiais. "Foi surpreendente porque a participação da Seleção Masculina em Mundiais sempre foi pífia. A presença de atletas nordestinos e do Ceará passou a ser o diferencial, pois em nossa região sempre se praticou esportes na praia e o cearense joga handebol na areia desde a década de 70", afirmou Alex Dourado.

4 comentários:

Anônimo disse...

Quria deixar registrado aqui, que não é o nordeste que faz a seleção grande, como disse o Professor alex, o que faz a seleção grande é a inteligência dos nossos técnicos, se o nordeste tem grandes valorem , parabens, vamos utilizá-los , mais dai falar que a seleção precisa deles, isso não é verdade, um grupo é formado pela união de um grupo, a liderança de um técnico, o professor Guerra Peixe, um especialista no assunto, sabe fazer isso muito bem, nunca deixando que "nomes", atrapalhem este grupo, só quem acompanha o trabalho dele sabe o quanto ele é estudioso, parabens professor Guerra, vc , com certeza esta entre os melhores do mundo e não precisa provar isto para ninguem, se alguem quer falar algo, esta pessao, no mínimo tem que estar no ramo a pelo menos 30 anos e ser um CAMPEÃO DO MUNDO, coisa que poucos são, abraços para todos que amam este esporte tão maravilhoso............

Bruno Carlos disse...

Não há dúvidas sobre a qualidade técnica e tática do atleta brasileiro, e com certeza o nordeste também faz parte dessa natureza brilhante do handebol nacional, também é notável o número crescente de atletas nordestinos na seleção de areia mas, não podemos nunca afirmar, categoricamente, que tal evolução do beach handebol se deu pela atuação específica de determinada região do país e muito menos criticar as atuações passadas do selecionado brasileiro. Colocação PÍFIA, a do professor Alex, demonstra a falta de conhecimento sobre o crescimento da modalidade no mundo e ainda mais o descaso com o grandioso trabalho da comissão técnica brasileira e mais especificamente do professor Guerra, um estudioso que soube aproveitar o apoio que recebeu e transformou atuação "PÍFIA", que nunca existiu, em título. A força do Handebol Cearense com certeza sabe do que se passa no grupo brasileiro, especificamente o masculino, e há de concordar e confiar no o trabalho existente hoje dentro da seleção handebol de areia. Abraço a todos os amigos do Ceará e a todos que fazem o handebol beach.
Bruno Carlos de Oliveira - Bruninho

Anônimo disse...

Fugindo do tema...
Apesar de estar inativo por um período ainda acompanho meus companheiros que graças a Deus, hoje boa parte faz parte da seleção nacional.
O tema que venho aqui debater não tem nadaa ver com o texto a ser comentado. Venho falar sobre essa atitude de querer separar uma dupla de árbitros reconhecida internacionalmente que até final de mundial ja apitaram, somente pela opção do professor Sílvio vir morar aqui na Paraíba, que por sinal, está sendo um grande celeiro para a seleção brasileira.
Onde ja se viu isso? Separá-los por morarem em estados diferentes? Desde quando é usado como critério que pra montar uma boa dupla de árbitros é necessário morar no mesmo estado?
Daqui a pouco vão querer que eles morem até debaixo do mesmo teto!
A regra é a mesma na Paraíba, no Rio de Janeiro, Na China, no Iraque e em qualquer lugar!!
Para se montar uma boa dupla de árbitros basta cada um saber da regra intensamente e saber ser competente para saber fazer o trabalho em conjunto, assim como se faz dentro de uma seleção.
Não se pode separar uma dupla internacionalmente reconhecida por critérios sem fundamentos!
Pelo menos eu penso assim!
Abração para todos que contribuem com o crescimento do handebol de pria!

Nobe

Djhandro Nascimento disse...

Sempre que pensarmos em dividir o Brasil em pedaços de terra separados por froteiras imaginárias, em culturas diferentes de uma mesma raiz, ou ainda em superiores ou não segundo especificidades de cada região em uma nação tão cheia de desigualdades, deveriamos nos perguntar o que é realmente importante para o nosso esporte.
Todos nós que fazemos o handebol de areia do Brasil, especialmente os atletas que compõem nossas seleções, sabem da dificuldade e do trabalho, além da responsabilidade, que é "estar" Seleção Brasileira, compreender e vivenciar esta experiência única é privilégio de poucos que estão a muito lutando por este espaço, muitos que fizeram e fazem parte destas conquistas...como numa troca constante onde sempre se aprende mais e mais...Nossas conquistas trazem no seu brilho o suor e as lágrimas de pessoas que a muito lutavam pelo crescimento do nosso esporte neste país, pessoas as quais sou grato pelos ensinamentos, os conselhos, e as horas e horas de conversa...deixar de lado tantas histórias e tanto Amor seria o mesmo que tranformar a Paraíba, o Ceará ou o Rio de Janeiro em países...adoro-os como Brasil.
Muito obrigado a todos os atletas BRASILEIROS, por toda a alegria que este esporte tem me proporcionado e por esta história a qual tenho a honra de contribuir.